Acabo de assistir a um documentário sobre obesidade infantil que durou 1 hora e 23 minutos. Vi muitas coisas chocantes, porém o que mais me intrigou foi a pergunta que um menino de 8 anos fez à sua mãe. Pergunta esta que passou despercebida na reportagem...
"mãe, eu sou bonito gordo ou magro?"
Ao me deparar com essa frase me indaguei: Por que a beleza é tão importante para uma criança de 8 anos?
Em seguida me perguntei: por que a beleza tem sido tão importante para a sociedade como um todo?
Parece que beleza virou sinônimo de sucesso. Sucesso no amor, sucesso nas amizades, sucesso no trabalho, sucesso na própria felicidade.
Ora, a que ponto chegamos? Em que idade a beleza começa a ser fundamental?
Sinceramente, não sou bonito e não me envergonho em dizer. Não sou e nem tenho pretensão de ser um dia. Não, não é baixa estima, eu apenas não me importo com isso, não mesmo. Não ligo de ser o que sou, pois sem QUEM eu sou.
Não me considero - e não sou- menos capaz de fazer uma mulher feliz. Não sou menos capaz de conquistar amizades e fazer bem aos meus amigos. Não sou menos capaz de ser excelente em meu trabalho. E, DEFINITIVAMENTE, não sou menos feliz do que qualquer outro mais bonito do que eu.
Me espanto como esse lance de estética tem dominado o mundo.
Por quantas vezes olhamos para aquela pessoa maravilhosa , aquela cuja beleza chega a nos perturbar, e pensamos: "nossa, ela é tão linda que não vou nem me aproximar"?. Por que isso?? Por acaso só porque ela é linda significa que é melhor do que você ou melhor do que eu?
Por que pensar que outro homem ou outra mulher poderia faze-la(o) mais feliz? Haha, me desculpem, mas devo dizer, o bem que proporciono à uma mulher nenhum outro cara, por mais bonito que seja, vai superar. Porque isso nada tem a ver com beleza e sim com conteúdo.
Bem, voltando ao caso do garoto, pergunto: Por que um garoto de 8 anos acha que precisa ser bonito?
Talvez para ser aceito na sociedade. Sociedade que tanto prega a estética e esquece-se do resto. Meninas e meninos fúteis que muito falam de emoção, mas querem mesmo saber é de rostinhos modelados e corpos sarados.
Não sou hipócrita, devo confessar que admiro a beleza - e muito. Porém, não vejo nela a essência da felicidade. Não a vejo como elemento peremptório, mas sim como um adereço.
Minha opinião é apenas uma entre milhares, mas gostaria que mais pessoas refletissem e se perguntassem por que se chateiam por não serem bonitas. Ou então, por que se vangloriam por ser. A estética nasce com você ou não, e dizer que ela é quem domina a felicidade é fadar a felicidade a mero acaso, a sorte, ao destino. É restringir a felicidade a uma parcela ínfima da população, e para mim isso é inconcebível. Felicidade é uma dádiva que todos nos temos, na verdade, que todos nós somos.
Samsara Literário
sábado, 8 de março de 2014
sábado, 4 de janeiro de 2014
Segurança Pública ou conveniência eleitoral?
"A primeira semana de novembro trouxe notícias preocupantes para a segurança pública e a Justiça: o número de homicídios dolosos em 2012 teve aumento de 7,8%; o de estupros, 18,7%. Somente esses delitos vitimaram quase cem mil brasileiros.
No dia 7 de novembro foi anunciada uma reunião entre o ministro da Justiça, e os secretários de Seguraça Pública de São Paulo e do Rio de Janeiro. Embora eu induza o leitor a pensar que a notícia do primeiro parágrafo tenha motivado a do segundo, nada está mais distante da realidade.
A mobilização dos dignitários da Justiça e da segurança tem outro escopo: buscar medidas, inclusive com mudanças legislativas, para coibir atos de vandalismo e violência nas manifestações. Escorando-se nesse falso problema de segurança pública (um ônibus incendiado, sem vítimas, ainda nos impressiona mais do que estupros, torturas e assassinatos ocorridos fora do nosso campo de visão), podemos aguardar novos projetos de lei.
Iniciativas legislativas serão buriladas para resolver o problema político que as manifestações criaram, ao derrubar reputações e percentuais em pesquisas eleitorais. Gambiarras penais serão forjadas, para contornar o incoveniente político de ver gente na rua em ano eleitoral. As eleições de 2014 passarão. As leis improvisadas e oportunistas permanecerão. Nós, operadores do Direito, teremos que lidar por décadas ecom o entulho legislativo fruto dessa conveniência eleitoral.
Como se no cadinho de nosso portentoso aparato jurídico-penal já não houvesse sações abundantes, para toda conduta antissocial imaginável.
A desordem e destruição que costumam ser o desfecho das manifstações geram imagens sedutoras, aguçando nossa irracionalidade punitiva. Mas não podemos confundir visibilidade com relevância, do ponto de vista da segurança pública. Por trás de um discurso contra vidraças quebradas e lixeiras queimadas, existe, mal disfarçado, o temor das palavras de ordem, da desmoralização e de ver seus palácios cercados em ano eleitoral.
O tradicional recurso à crença de que a lei penal mais dura resolve algum tipo de problema - uma marmita legislativa reiteradamente requentada - agora vem acompanhando do rasteiro oportunismo eleitoreiro, fomentado para resolver problemas que certamente não são os nossos.
Não somos mais hominídeos pré-históricos. O fogo não deveria impressionar tanto. Devemos diagnosticar problemas reais e relevantes de segurança pública e com eles pautar nossos governantes. O trio da reunião de 7 de novembro deveria olhar os números do primeiro parágrafo. Já seria um começo."
Gustavo Figueiras - representante da OAB/RJ no Conselho Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro
Reportagem da revista Tribuna do advogado - dez 2013/jan 2014
No dia 7 de novembro foi anunciada uma reunião entre o ministro da Justiça, e os secretários de Seguraça Pública de São Paulo e do Rio de Janeiro. Embora eu induza o leitor a pensar que a notícia do primeiro parágrafo tenha motivado a do segundo, nada está mais distante da realidade.
A mobilização dos dignitários da Justiça e da segurança tem outro escopo: buscar medidas, inclusive com mudanças legislativas, para coibir atos de vandalismo e violência nas manifestações. Escorando-se nesse falso problema de segurança pública (um ônibus incendiado, sem vítimas, ainda nos impressiona mais do que estupros, torturas e assassinatos ocorridos fora do nosso campo de visão), podemos aguardar novos projetos de lei.
Iniciativas legislativas serão buriladas para resolver o problema político que as manifestações criaram, ao derrubar reputações e percentuais em pesquisas eleitorais. Gambiarras penais serão forjadas, para contornar o incoveniente político de ver gente na rua em ano eleitoral. As eleições de 2014 passarão. As leis improvisadas e oportunistas permanecerão. Nós, operadores do Direito, teremos que lidar por décadas ecom o entulho legislativo fruto dessa conveniência eleitoral.
Como se no cadinho de nosso portentoso aparato jurídico-penal já não houvesse sações abundantes, para toda conduta antissocial imaginável.
A desordem e destruição que costumam ser o desfecho das manifstações geram imagens sedutoras, aguçando nossa irracionalidade punitiva. Mas não podemos confundir visibilidade com relevância, do ponto de vista da segurança pública. Por trás de um discurso contra vidraças quebradas e lixeiras queimadas, existe, mal disfarçado, o temor das palavras de ordem, da desmoralização e de ver seus palácios cercados em ano eleitoral.
O tradicional recurso à crença de que a lei penal mais dura resolve algum tipo de problema - uma marmita legislativa reiteradamente requentada - agora vem acompanhando do rasteiro oportunismo eleitoreiro, fomentado para resolver problemas que certamente não são os nossos.
Não somos mais hominídeos pré-históricos. O fogo não deveria impressionar tanto. Devemos diagnosticar problemas reais e relevantes de segurança pública e com eles pautar nossos governantes. O trio da reunião de 7 de novembro deveria olhar os números do primeiro parágrafo. Já seria um começo."
Gustavo Figueiras - representante da OAB/RJ no Conselho Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro
Reportagem da revista Tribuna do advogado - dez 2013/jan 2014
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Por que, porquê?
Por que será que existem tantos "porquês"?
A internet, tão julgada como deturpadora da boa cultura - boa cultura, que coisa mais idiota de se dizer, mas é o que dizem -, às vezes torna-se uma grande sábia, mãe da praticidade. Santo foi quem sintetizou todas as regras, todas as complicações dos porquês em uma única palavra: meu tão amado PQ.
Mas, se não aceitam o meu revolucionário - ou seria evolucionário? - pq, não tem problema, eu estudo os deles. Estou quase fera, vejam só, sei quase tudo sobre porquês. Que coisa útil!
obs: Se errei alguma das regras dos porquês, desculpem-me, substituam todos por "pqs" que o entenderão o sentido de cada frase.
obs2: Este texto foi apenas uma forma descontraída que encontrei para fixar meu estudo. Achei o tema passível de uma boa brincadeira e quis pratica-lo me divertindo.
Vale ressaltar que tenho ciência da importância das divisões e que entendo as minúcias dos significados de cada uma delas em determinados contextos. Fica um tanto chato explicar brincadeiras, mas, infelizmente, hoje em dia é bom deixar claro algumas coisas a fim de evitar questionamentos desnecessários. Logo, digo que não sou a favor do uso universal do pq, penso que abreviações e informalidades têm horas certas e locais certos para serem utilizadas.
Alguns me dirão que é porque cada um deles possui um significado diferente; que com essas divisões tem-se uma melhor estrutura do texto; que assim tem-se um melhor entendimento....blá blá blá.
Frescurite, eis o verdadeiro porquê.
Mais da metade dos brasileiros desconhece os porquês dos porquês.
Me diga,sr. Porquê, suas regras são tão chatas por quê?
A internet, tão julgada como deturpadora da boa cultura - boa cultura, que coisa mais idiota de se dizer, mas é o que dizem -, às vezes torna-se uma grande sábia, mãe da praticidade. Santo foi quem sintetizou todas as regras, todas as complicações dos porquês em uma única palavra: meu tão amado PQ.
O pq é simples, rápido, lindo. Pq é quase uma poesia de duas letras!
VIVA O PQ, abaixo os substantivos, as preposições + pronomes, as ideias de pergunta no início ou no final da frase, as ideias de explicação....
VIVA O PQ! Viva a praticidade.
Mas, se não aceitam o meu revolucionário - ou seria evolucionário? - pq, não tem problema, eu estudo os deles. Estou quase fera, vejam só, sei quase tudo sobre porquês. Que coisa útil!
Mas chega de falar disso porque já estou ficando cansado.
obs: Se errei alguma das regras dos porquês, desculpem-me, substituam todos por "pqs" que o entenderão o sentido de cada frase.
obs2: Este texto foi apenas uma forma descontraída que encontrei para fixar meu estudo. Achei o tema passível de uma boa brincadeira e quis pratica-lo me divertindo.
Vale ressaltar que tenho ciência da importância das divisões e que entendo as minúcias dos significados de cada uma delas em determinados contextos. Fica um tanto chato explicar brincadeiras, mas, infelizmente, hoje em dia é bom deixar claro algumas coisas a fim de evitar questionamentos desnecessários. Logo, digo que não sou a favor do uso universal do pq, penso que abreviações e informalidades têm horas certas e locais certos para serem utilizadas.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Se você ESTÁ feliz, tome cuidado!
Este texto é, em sua essência, o mesmo texto que "felicidade" , postado ontem de madrugada. Porém, está é uma versão mais descontraída e detalhada.
Você é feliz? Repare , caro leitor, que não perguntei se você está feliz, mas sim se É feliz.
Bom, suponhamos que sua resposta foi não.
Então, direi que você pode não ser feliz, mas você é felicidade.
- Como assim eu não sou feliz, mas sou felicidade?
Por hora, é tudo o que direi. Peço que tenhas paciência, pois primeiro preciso tratar dos que responderam sim à minha pergunta. Mas não desanime, continue lendo e prometo que será construtivo.
Agora vamos a você que disse que é feliz.
Hum...quer dizer que vc é mesmo feliz? Tem certeza? Calma, não vou lhe encher de pessimismo a fim de estragar o seu dia e tornar-te depressivo. Confie em mim, nem tudo é o que parece.
Mas, vamos lá! Podes me dizer o motivo de sua felicidade?
Ah, é! Esqueci, estamos em um texto meu, você não pode responder. Mas deixe que eu faça sua parte do dialogo, ok? Bem, primeiro, vamos à outras perguntas:
1)Se alguém te ligasse agora e dissesse que sua mãe morreu, você continuaria feliz? Ah, você não tem mãe? Substitua-a por algum ente querido: tio, tia , avo , avó, namorada(o), cachorro gato....
2) Se você descobrisse nesse momento que tem uma doença fatal, ainda seria feliz?
3) Se você fosse demitido agora, seria feliz?
4) Se quem você mais ama te traísse, você seria feliz?
Bom, se sua resposta foi não para alguma dessas perguntas, você não é feliz, você está feliz.
(para facilitar, chamarei o leitor que declarou-se feliz de "leitor sim" e o que declarou-se infeliz de "leitor não")
leitor sim, aguarde um pouco.
Eeiii, você aí... é, você mesmo, leitor não. Não esqueci de você. Você não é feliz? Tem certeza? Mas o que é a felicidade para você?
Calma, calma! Eu faço sua parte do diálogo também.
Vamos, lá! Vamos aos conceitos quase universais de "felicidade".
Você está num piquenique com sua companheira(o),em um dia lindo, com canto de pássaros, risadas sinceras, muitos beijos e carícias...você é feliz agora?
- Claro que sou.
Pois bem, se eu passasse e atirasse em sua namorada e ela morresse nos seus braços, você ainda assim seria feliz?
- Claro que não!
- Ora, mas que injustiça. Então você está me dizendo que é possível acabar com sua felicidade assim, em segundos? Pois lhe digo, você não era feliz no piquenique; você estava feliz.
ex 2.: Acaba de conseguir o emprego dos seus sonhos. Você é feliz?
-Sim
-E se eu te demitisse agora, você seria feliz?
- Não.
-Como não? Você era feliz a 2 segundos atrás, como pode não ser agora? Mais uma vez, você estava feliz.
leitores 1 e 2. Desculpem-me pela delonga, apenas estava tornando o texto um pouco mais descontraido. Mas agora vamos ao que interessa, prometo não enrolar mais.
Caros amigos, que felicidade é esta que se esvai em segundos? E pior, que felicidade é essa que pode ser aniquilada por atitudes alheias? A felicidade não é sua? Como posso eu fazer algo que a sane?
Quero que reflitam um pouco sobre o assunto, pois o maior problema da humanidade é o vício de apenas ver as coisas e não enxergá-las. O homem tem vivido milênios em uma busca sem fim, pois procura por falsas felicidades. Essa busca incessante torna-o um ser compulsivo e ansioso. Ele está sempre buscando a felicidade, mas cada vez que chega perto, distancia-se novamente, pois cada vez que conquista o que julgava ser a razão de sua felicidade, descobre que lhe falta algo.
Mais exemplos?
Ele casa-se e, a priore, se diz feliz, mas, com o tempo, vai mudando. Então descobre que sonha em ter filhos; isso sim o deixaria feliz. Depois dos filhos ele quer um emprego melhor para sustentá-los. Depois irá querer viagens em família, festas, um carro novo, uma casa, amigos de verdade....
Todas essas coisas não passam de falsas felicidades. Elas são capazes de proporcionar momentos de alegria e boas vibrações, mas não constituem a felicidade, não a verdadeira e duradoura.
Meus caros, não se fica feliz, se É feliz - ou melhor, se escolhe ser feliz.
Uma vez feliz de verdade, não há como deixar de sê-lo. A felicidade, meus amigos, está em nós, faz parte de nossa natureza. Não, não se trata de um textinho de auto ajuda que apenas diz que você precisa querer ser feliz. Trata-se do significado de vidas, de uma filosofia que mudou a minha.
Eu aprendi que, se estiver em sintonia comigo mesmo, se parar e me concentrar, conseguir sentir o que eu realmente sou; quem eu sou, e me aceitar por completo, serei feliz. Sim, reflita sobre minhas palavras, não apenas passe os olhos sobre elas. Se você conseguir estar em paz consigo mesmo, com o seu ser, sua alma, sua essência, sentindo a energia que emana de dentro de você, a energia que É você, então você será capaz de enxergar a felicidade. E então perceberá que ela esteve sempre ali, dentro de sua essência, não oculta, mas ocultada por seus pensamentos, por seus medos, seus desejos... e, principalmente, pelo seu ego. Sim, o ego é o principal causador de sua cegueira interior. Muitas vezes ele o impede de enxergar sua felicidade, pois faz com que você se sinta necessitado em preservar sua auto-imagem, achando que essa preservação é a felicidade.
Sua sede em preservar sua auto-imagem é que permite que outros consigam abalar suas vibrações, sua energia e até mesmo sua capacidade de enxergar sua felicidade.
Entendendo-se, sentindo-se, aceitando-se como realmente é, você estará em sintonia com sua natureza e, consequentemente, com sua felicidade. Uma vez nesse estado, você perceberá que, mesmo sendo traído, perdendo alguém que ama ou estando completamente solitário, você ainda pode conectar-se com sua essência, com sua natureza, e enxergar sua felicidade. As coisas terrenas passam a não ter o valor que têm. Você começa a se perguntar como pôde deixar-se abalar tantas vezes por coisas supérfluas. Conhecendo-se, você abre as portas para o divino que está em você, para a parte de Deus, buda, Iavé (acredite no que quiser) que há em você. Essa parte de energia divina que reside em cada um de nós, meus caros, é a pura felicidade.
Entendeu agora, leitor 2, por que eu afirmei que você pode até não estar feliz, mas você é felicidade?
Desfrute-a, conheça-a, seja-a.
Não fique feliz, SEJA FELIZ!
obs: se você teve paciência de ler até aqui, por favor, marque, sinceramente, sua opinião na parte "reações" logo abaixo. Obrigado.
Você é feliz? Repare , caro leitor, que não perguntei se você está feliz, mas sim se É feliz.
Bom, suponhamos que sua resposta foi não.
Então, direi que você pode não ser feliz, mas você é felicidade.
- Como assim eu não sou feliz, mas sou felicidade?
Por hora, é tudo o que direi. Peço que tenhas paciência, pois primeiro preciso tratar dos que responderam sim à minha pergunta. Mas não desanime, continue lendo e prometo que será construtivo.
Agora vamos a você que disse que é feliz.
Hum...quer dizer que vc é mesmo feliz? Tem certeza? Calma, não vou lhe encher de pessimismo a fim de estragar o seu dia e tornar-te depressivo. Confie em mim, nem tudo é o que parece.
Mas, vamos lá! Podes me dizer o motivo de sua felicidade?
Ah, é! Esqueci, estamos em um texto meu, você não pode responder. Mas deixe que eu faça sua parte do dialogo, ok? Bem, primeiro, vamos à outras perguntas:
1)Se alguém te ligasse agora e dissesse que sua mãe morreu, você continuaria feliz? Ah, você não tem mãe? Substitua-a por algum ente querido: tio, tia , avo , avó, namorada(o), cachorro gato....
2) Se você descobrisse nesse momento que tem uma doença fatal, ainda seria feliz?
3) Se você fosse demitido agora, seria feliz?
4) Se quem você mais ama te traísse, você seria feliz?
Bom, se sua resposta foi não para alguma dessas perguntas, você não é feliz, você está feliz.
(para facilitar, chamarei o leitor que declarou-se feliz de "leitor sim" e o que declarou-se infeliz de "leitor não")
leitor sim, aguarde um pouco.
Eeiii, você aí... é, você mesmo, leitor não. Não esqueci de você. Você não é feliz? Tem certeza? Mas o que é a felicidade para você?
Calma, calma! Eu faço sua parte do diálogo também.
Vamos, lá! Vamos aos conceitos quase universais de "felicidade".
Você está num piquenique com sua companheira(o),em um dia lindo, com canto de pássaros, risadas sinceras, muitos beijos e carícias...você é feliz agora?
- Claro que sou.
Pois bem, se eu passasse e atirasse em sua namorada e ela morresse nos seus braços, você ainda assim seria feliz?
- Claro que não!
- Ora, mas que injustiça. Então você está me dizendo que é possível acabar com sua felicidade assim, em segundos? Pois lhe digo, você não era feliz no piquenique; você estava feliz.
ex 2.: Acaba de conseguir o emprego dos seus sonhos. Você é feliz?
-Sim
-E se eu te demitisse agora, você seria feliz?
- Não.
-Como não? Você era feliz a 2 segundos atrás, como pode não ser agora? Mais uma vez, você estava feliz.
leitores 1 e 2. Desculpem-me pela delonga, apenas estava tornando o texto um pouco mais descontraido. Mas agora vamos ao que interessa, prometo não enrolar mais.
Caros amigos, que felicidade é esta que se esvai em segundos? E pior, que felicidade é essa que pode ser aniquilada por atitudes alheias? A felicidade não é sua? Como posso eu fazer algo que a sane?
Quero que reflitam um pouco sobre o assunto, pois o maior problema da humanidade é o vício de apenas ver as coisas e não enxergá-las. O homem tem vivido milênios em uma busca sem fim, pois procura por falsas felicidades. Essa busca incessante torna-o um ser compulsivo e ansioso. Ele está sempre buscando a felicidade, mas cada vez que chega perto, distancia-se novamente, pois cada vez que conquista o que julgava ser a razão de sua felicidade, descobre que lhe falta algo.
Mais exemplos?
Ele casa-se e, a priore, se diz feliz, mas, com o tempo, vai mudando. Então descobre que sonha em ter filhos; isso sim o deixaria feliz. Depois dos filhos ele quer um emprego melhor para sustentá-los. Depois irá querer viagens em família, festas, um carro novo, uma casa, amigos de verdade....
Todas essas coisas não passam de falsas felicidades. Elas são capazes de proporcionar momentos de alegria e boas vibrações, mas não constituem a felicidade, não a verdadeira e duradoura.
Meus caros, não se fica feliz, se É feliz - ou melhor, se escolhe ser feliz.
Uma vez feliz de verdade, não há como deixar de sê-lo. A felicidade, meus amigos, está em nós, faz parte de nossa natureza. Não, não se trata de um textinho de auto ajuda que apenas diz que você precisa querer ser feliz. Trata-se do significado de vidas, de uma filosofia que mudou a minha.
Eu aprendi que, se estiver em sintonia comigo mesmo, se parar e me concentrar, conseguir sentir o que eu realmente sou; quem eu sou, e me aceitar por completo, serei feliz. Sim, reflita sobre minhas palavras, não apenas passe os olhos sobre elas. Se você conseguir estar em paz consigo mesmo, com o seu ser, sua alma, sua essência, sentindo a energia que emana de dentro de você, a energia que É você, então você será capaz de enxergar a felicidade. E então perceberá que ela esteve sempre ali, dentro de sua essência, não oculta, mas ocultada por seus pensamentos, por seus medos, seus desejos... e, principalmente, pelo seu ego. Sim, o ego é o principal causador de sua cegueira interior. Muitas vezes ele o impede de enxergar sua felicidade, pois faz com que você se sinta necessitado em preservar sua auto-imagem, achando que essa preservação é a felicidade.
Sua sede em preservar sua auto-imagem é que permite que outros consigam abalar suas vibrações, sua energia e até mesmo sua capacidade de enxergar sua felicidade.
Entendendo-se, sentindo-se, aceitando-se como realmente é, você estará em sintonia com sua natureza e, consequentemente, com sua felicidade. Uma vez nesse estado, você perceberá que, mesmo sendo traído, perdendo alguém que ama ou estando completamente solitário, você ainda pode conectar-se com sua essência, com sua natureza, e enxergar sua felicidade. As coisas terrenas passam a não ter o valor que têm. Você começa a se perguntar como pôde deixar-se abalar tantas vezes por coisas supérfluas. Conhecendo-se, você abre as portas para o divino que está em você, para a parte de Deus, buda, Iavé (acredite no que quiser) que há em você. Essa parte de energia divina que reside em cada um de nós, meus caros, é a pura felicidade.
Entendeu agora, leitor 2, por que eu afirmei que você pode até não estar feliz, mas você é felicidade?
Desfrute-a, conheça-a, seja-a.
Não fique feliz, SEJA FELIZ!
obs: se você teve paciência de ler até aqui, por favor, marque, sinceramente, sua opinião na parte "reações" logo abaixo. Obrigado.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Felicidade
O homem quer casar. Acha que assim será feliz. Porém, depois de casado ele ainda sente que algo está faltando e decide que precisa ter filhos para ser feliz plenamente. Depois dos filhos ele quer um emprego melhor para sustentar sua família. Afinal, como pode ser feliz passando dificuldades financeiras? Mas isso não basta, depois vêm as festas, as viagens, novas amizades, a casa nova, os netos....sempre que conquista um objetivo, outro surge. Sempre que atinge o que julgava ser a razão de sua felicidade, percebe que ainda lhe falta algo.
Isso acontece porque o homem vive em busca de falsas felicidades. Essas coisas podem proporcionar momentos de alegria e boas vibrações, apenas isso, mas nada disso é felicidade, não a verdadeira e constante. A felicidade não é algo momentâneo, é algo duradouro. Não se fica feliz, se É feliz - na verdade, se escolhe ser feliz.
Temos mania de julgar a felicidade com o nosso ego. E muitas vezes nosso ego nos confunde, fazendo-nos pensar que a preservação de nossa auto-imagem é a felicidade.
Demorei muito para aprender o que todos nós deveríamos nascer sabendo, afinal é natural, faz parte de nossa essência... Mas, de qualquer forma, fico feliz por ter enxergado, pois , infelizmente, a maior parte da humanidade morre sem perceber o óbvio, sem se entregar a sua verdadeira natureza.
Sim, a felicidade faz parte da natureza humana. Não precisamos buscá-la.
Se você estiver em paz consigo mesmo, em sintonia com o seu ser, com sua alma, sua essência, nada mais no mundo te impedirá de ser feliz. Muitos não entenderão o que eu digo, pois não tem noção do que é estar em sintonia com o seu ser. Eu mesmo sempre achei tudo isso besteira. Entretanto, a pouco tempo descobri uma arte maravilhosa -a meditação. por meio dessa arte eu consegui entender o que é me aceitar, consegui sentir minha verdadeira energia e fazer descobertas dentro de mim. E foi assim que a encontrei ; a tão sonhada felicidade.
Estando em paz consigo mesmo, se aceitando, você percebe que não importa se você está sob pressão, se perdeu alguém querido, se está falido ou se está completamente sozinho....se você parar e meditar, sentir-se, você enxergará sua felicidade, pois ela está lá contigo. Ela é você, mas você precisa sentir-se e se conhecer para enxergá-la.
Para muitos o que eu disse não passa de besteira, talvez até vejam como piada. Mas espero despertar a curiosidade de alguém para essa busca. E garanto que, uma vez inciada a busca, ela não se arrependerá.
coloco-me a disposição para qualquer ajuda. Posso conversar com os que se interessarem pelo assunto, falar-lhes sobre minha experiência e ajudar enviando energia positiva, mas a verdeira busca é de cada um.
domingo, 3 de novembro de 2013
Discriminação religiosa
Creio que a discriminação religiosa é, entre todas as discriminações, a mais paradoxa; a mais hipócrita; a mais estúpida e ilógica. Afinal, a grande maioria, senão todas, das religiões e/ou doutrinas filosóficas prega a paz e a igualdade. Dizem que o ser humano precisa conviver em comunhão, que devemos RESPEITAR e aceitar a opinião alheia e até mesmo os defeitos alheios.Então eu pergunto, que lógica poderia haver na néscia atitude de descriminar quem possui uma religião, uma filosofia, um ideal diferente do que a sua concepção julga correto?
Falam tanto de Deus, de bondade e perdão, mas condenam quem diz não crer no que vocês creem. O ateísmo é julgado errado e deplorável. Chegam a dizer que o ateu vai para o inferno; que ele possui um espírito inferior; que ele não se salvará...entre outras calúnias hipócritas.Quantas vezes me condenam quando digo que não possuo religião. O fato de eu não possuir re
LADEIRA
Falam tanto de Deus, de bondade e perdão, mas condenam quem diz não crer no que vocês creem. O ateísmo é julgado errado e deplorável. Chegam a dizer que o ateu vai para o inferno; que ele possui um espírito inferior; que ele não se salvará...entre outras calúnias hipócritas.Quantas vezes me condenam quando digo que não possuo religião. O fato de eu não possuir re
ligião não significa que sou ateu, como tantos me julgam, e mesmo que fosse, isso não daria direito a ninguém de me condenar. O fato de eu não ter uma religião só significa que não sigo todas as ideologias, não acato todas as regras e, definitivamente, não aceito todas as verdades de uma determinada religião.
Eu gosto de estudar diversas religiões e doutrinas filosóficas e retirar delas o que julgo correto (ressaltando que, em minha opinião, o correto é questão de bom senso, pois certo e errado não existem, só existe bom senso), juntando com meus próprios pensamentos e assim criando minha própria filosofia, minha própria crença que é regida por meu bom senso e minha fé.Assim, se perguntarem qual é a minha religião, digo que é uma mistura de tudo o que contribui para minha evolução. Seja budismo, catolicismo, espiritismo, hinduísmo, gnosticismo, sufismo... não importa!A minha religião é Deus e o que Ele, por meio do meu bom senso, me diz ser correto. Para melhor entender meus estudos procurei conhecer um pouco de teosofia, da ordem rosa-cruz, de psicologia, psicanálise e até mesmo de física quântica. Estudo porque quero conhecer as verdades que me sejam possíveis conhecer. Tenho minhas crenças e em tudo o que estudei e aprendi, sempre esteve em primeiro lugar o RESPEITO e a IGUALDADE. Logo, espero que tenham, no mínimo, respeito por mim e por todos os outros desprovidos de religião e até mesmo de crenças em algum deus ou Deus.O respeito é o elemento peremptório para uma vida mais próxima de Deus.LADEIRA
sábado, 2 de novembro de 2013
Sangue Quente
Uma boa leitura para os fãs de romances.
Embora não tenha um estilo literário, uma vez que leio sobre absolutamente tudo que vejo pela frente, tenho que admitir não ser um grande fã de romances. Todavia, esse eu curti bastante.
Faz alguns anos que li este livro, então perdoem-me por não poder ser muito detalhista.... Enfim, vamos para a descrição do livro.
Em sangue quente, não sabe-se o por que, mas a população começou a virar zumbi. Os zumbis da história são um pouco diferentes dos convencionais do cinema, vulgo resident evil e companhia. Eles vivem em bandos e estabelecem entre si uma espécie de sociedade em que os indivíduos têm responsabilidades diferentes.
Os personagens principais da estória são o zumbi R e a garota Julie. Se vocês perceberem bem, o nome dos personagens fazem certa analogia ao romance sheakesperiano "Romeu e Julieta". E sim, foi está a intenção do autor ao escolher os nomes..
Mas vamos logo para a história...
R é um zumbi que se arrasta como os outros, caça como os outros e come como os outros e, assim como os outros, tem cérebros humanos como comida favorita. Mas R, às vezes, sonha em ser humano, esforça-se para se lembrar de sua vida anterior e filosofa sobre isso.
Um dia, em uma caçada, R e seu bando encontram Julie. R devora alguns no local mas, assim que nota Julie fica fascinado e esforça-se para protegê-la. Ele não sabe por que, mas a leva para seu esconderijo e a esconde - tarefa mais difícil a cada dia, uma vez que o cheiro dela atrai seus amigos famintos.
Depois de algum tempo R começa a ter sonhos com Julie, mas então percebe que não são sonhos, são memórias do namorado dela que ele devorara no dia em que conheceu Julie. (Nessa história os zumbis podem adquirir lembranças da vida de suas vítimas se comerem seus cérebros. ) Esse fato da origem há um grande debate existencial. R sabe como agradar Julie, está apaixonado e lembra de toda uma vida com ela...mas não era ele.o que seria ele agora? Não consegue lembrar-se sequer de seu nome de verdade, tudo o que tem são memórias alheias.
Neste livro há algumas questões de cunho filosófico discutidas. Algumas delas podemos trazer para nossas vidas alienadas de hoje em dia.
Certa vez, Julie é descoberta e R tem que brigar com seus amigos por ela. a garota foge e R tenta encontrá-la novamente. Eles passam por muitas aventuras que serão bem apreciadas para os fãns de romances. E , para os que gostam mesmo de romance, digo que o final do livro valerá muito a pena. A historia dos dois é realmente bonita e repleta de romantismo, fé, determinação e superação.
Acho que gostei do livro mais pela mensagem que ele trás em sua narrativa. Há muitas coisas para serem refletidas e , o principal, a linguagem não é extremamente melosa, grudenta. Romântico, mas sem bochechas rosadinhas e lábios de framboesa.
Gosto de marcar trechos em meus livros. Marco qualquer coisa que ache interessante e acho de grande valia colocar algumas delas aqui, para que quem porventura venha a ler esse post possa fazer uma melhor avaliação sobre o livro.
PARTES INTERESSANTES
1." Quanto de mim foi herdado e quanto foi criado por mim nesta vida?"
2 Quando o mundo inteiro é constituído com horror e morte, quando a existência é um estado constante de pânico, é difícil ficar preocupado com uma coisa só. Os medos específicos se tornaram irrelevantes. Nós os substituímos por um cobertor sufocante muito pior.
3 fico imaginando os esqueletos de seus ocupantes, ainda sentados em suas mesas, trabalhando em cima de prazos que nunca chegarão
4 ela dizia que a vida só fazia sentido se víssemos o tempo do mesmo jeito que Deus. Passado, presente e futuro de uma só vez.
Caro leitor, conto com sua compreensão e paciência, pois tenho ciência de que não sou muito bom em descrever livros. Embora ame ler, sou péssimo para descrever. De qualquer forma, está foi minha primeira tentativa, espero ir evoluindo a medida em que publico neste blog.
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