Quase diariamente os telejornais noticíam o amento de crimes hediondos cometidos pro menores de 18 anos. A fim de coibir posturas nocivas à sociedade, o Governo Federal criou um projeto de lei que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Entretanto, os defensores dessa lei esquecem-se de que, para solucionar um problema, é preciso combater suas causas e não suas consequências mais comuns.
É um erro da sociedade achar que reduzindo a maioridade penal o jovem terá medo de ser preso e deixará de cometer delitos. Precisamos levar em consideração que quem teme à prisão é quem tem uma vida digna fora dela. E, na maioria das vezes, os jovens criminosos são desprovidos de educação e estrutura familiar, além de terem que conviver com a violência e a exclusão social. Um indivíduo nessas condições dificilmente temerá à cadeia.
Devemos ainda lembrar que o jovem geralmente encontra-se em uma fase de formação de ideais, sendo assim mais vulnerável às influências do meio. Colocá-lo em uma prisão brasileira, onde por vezes será tratado como um indigente e conviverá com todos os tipos de abusos, servirá apenas como forma de punição e o logrará com mais problemas.
Dado o exposto, pode-se dizer que o elemento peremptório para resolver a questão da criminalidade juvenil é a educação. Somente quando lutarmos para garantir a educação e os demais direitos do indivíduo desde sua infância, em vez de tentarmos puní-lo em sua adolescência, é que veremos melhorias no quadro criminal do Brasil.
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